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segunda-feira, 7 de março de 2011

Governo francês alvo de ataque informático

O Governo francês admitiu ter sido alvo de um ataque informático sem precedentes. O Ministério da Economia e Finanças foi a estrutura afectada pelo ataque, que tinha como principal objectivo ganhar acesso a dados do Governo no âmbito da presidência do G20, admitiu o director geral da agência nacional para a segurança dos sistemas de informação.



"São profissionais organizados. Este foi o primeiro ataque contra o Estado com esta dimensão" admitiu Patrick Pailloux, à imprensa francesa.

Ao todo terão sido afectados 150 computadores, sobretudo na Direcção-geral do Tesouro. Outros organismos, noutros ministérios, também foram alvo de tentativas de ataques, mas segundo as autoridades sem sucesso.

A origem do ataque, identificado nas primeiras semanas de Janeiro e levado a cabo desde semanas antes, ainda não foi identificada e as autoridades ainda continuam a despistar focos relacionados com o ataque.

De acordo com a imprensa francesa, ainda no último fim-de-semana foi realizada uma mega operação de manutenção que envolveu 12 mil dos 170 mil postos de trabalho do ministério. A mesma fonte garante que nos últimos meses três dezenas de pessoas têm estado em permanência a trabalhar no caso.

Entre os computadores visados admite-se que vários documentos foram violados. Para concretizar o ataque, os hackers usaram uma morada de correio electrónico comprometida e a partir daí um cavalo de Tróia, que lhes garantiu acesso remoto à máquina infectada e uma porta de entrada na instituição.

Fonte: TeK


sábado, 5 de março de 2011

Há gelo a formar-se nas bases dos glaciares da Antárctida


O gelo na Antárctica começou a formar-se há 32 milhões de anos

Uma equipa de cientistas descobriu que o gelo no interior do glaciar do Leste da Antárctida funde-se em água e volta a congelar na sua base. A novidade é descrita num artigo publicado agora na Science.

Pensava-se que a formação do gelo dos glaciares era feita por camadas, como os bolos. Mas esta descoberta altera a forma como se observa a dinâmica dos glaciares. "Isso é como se alguém injectasse uma camada de recheio [de bolo] na base”, disse Robin Bell, um geofísico da Universidade de Columbia, co-autor do estudo.

A equipa sobrevoou a região do leste da Antárctida e estudou a região das montanhas Gamburtsev, utilizando um radar que analisa o gelo em profundidade. Os cientistas conseguiram traçar um mapa tridimensional de uma região com 4200 metros de altura.

A equipa verificou que existe uma actividade incomum. Numa certa profundidade existe gelo a fundir-se que posteriormente volta a congelar no fundo da camada de gelo. Esta actividade até agora desconhecida causa formações parecidas com colmeias.

Segundo as imagens produzidas pelos aparelhos da equipa, o recongelamento acaba por deformar toda a camada de gelo, que é empurrada para cima.

A tese dos cientistas é que este descongelamento em profundidade acontece porque as camadas em cima são isolantes e retêm o calor originado pela fricção das camadas que estão mais no interior.

“Isto é uma observação extremamente importante para nós porque [o fenómeno] está potencialmente a levantar camadas de gelo muito velhas”, disse em comunicado Jeff Severinghaus, geólogo do Instituto Scripps de Oceanografia de San Diego, que não fez parte do estudo. Segundo o cientista, isto poderá querer dizer que o gelo mais antigo pode estar bem preservado ou que “é mais difícil interpretar o registo porque [as camadas de gelo] estão todas baralhadas”

Os cientistas acreditam que a fusão e o recongelamento dos gelos vem a acontecer desde há 32 milhões de anos, quando os glaciares do continente começaram a formar-se. Esta camada que hoje existe, se for derretida, é suficiente para subir o nível médio da água do mar em 61 metros.

fonte: Público



NASA falha lançamento de satélite para estudar o clima


O Glory ia estudar, entre outras, as partículas na atmosfera que influenciam o clima

Chamava-se Glory, mas o satélite da NASA que deveria ter sido colocado hoje em órbita para estudar o clima da Terra, não esteve à altura do próprio nome. Pouco depois do lançamento, esta manhã, por um foguetão Taurus-XL, a partir da base Vanderberg da força aérea dos Estados Unidos, na Califórnia, o satélite despenhou-se algures no Oceano Pacífico. Eram 10.09 (hora de Lisboa).

A NASA vai constituir uma comissão de inquérito para averiguar o que causou o malogro, que se saldou num prejuízo de 374,5 milhões de euros para a agência espacial americana. Os primeiros dados indicam que houve uma falha na separação do satélite do foguetão e ficou com peso excessivo para poder atingir a órbita na qual ficaria colocado: os 700 quilómetros de altitude.

"Não registámos nenhuma anomalia antes do lançamento", adiantou em conferência de imprensa, o director de lançamentos da NASA, Omar Baez.

O satélite separou-se do foguetão sem problemas, mas a cobertura metálica que protegia o Glory durante a ascensão não se soltou completamente, o que produziu um excesso de peso no conjunto e acabou por fazer despenhar o satélite no oceano.

Esta foi a segunda vez que um incidente deste tipo ocorreu com um satélite NASA de observação do clima. Em 2009, o Orbiting Carbon Observatory (OCO) teve exactamente o mesmo destino ao ser lançado por um foguetão idêntico ao de hoje. A protecção metálica também não se soltou completamente e o OCO acabou num mergulho no mar. Os responsáveis escusaram-se, no entanto, a traçar um paralelo entre os dois incidentes, já que depois do desaire de 2009 o sistema de lançamento no Taurus-XL tinha sido alterado.

O Glory ia estudar, entre outras questões, os aerossóis (partículas) na atmosfera da Terra que absorvem ou reflectem os raios solares e que influem no clima da Terra.

fonte: DN