Site Meter

quinta-feira, 3 de março de 2011

Puma americano oficialmente extinto


Apesar do puma americano (Puma concolor couguar) constar da lista de espécies ameaçadas desde 1973, há muito tempo que a sua existência estava a ser questionada. Ontem, depois de ter analisado toda a informação referente a esta espécie, a U.S. Fish and Wildlife Service declarou-a oficialmente extinta e recomenda que as subespécies sejam retiradas da lista de animais em risco.

“Reconhecemos que muitas pessoas viram pumas em estado selvagem, tomando-os como sendo os históricos pumas americanos. Contudo, consideramos que esses avistamentos não foram, de facto, de pumas americanos. Não encontrámos qualquer que confirme a sua existência”, diz Martin Miller, director do serviço da região nordeste de espécies ameaçadas.

Os relatórios sobre pumas avistados em estado selvagem referem-se a outras subespécies, muitas das quais referem-se a animais que escaparam do cativeiro ou que foram devolvidos à liberdade, bem como de espécies que migraram da zona este para o oeste.

O facto de o puma americano ter sido declarado oficialmente extinto não afecta a protecção da pantera da Flórida, outra subespécie de felino ameaçada. Embora a pantera da Flórida se tenha espalhado pelo sudeste do país, actualmente, existe em menos de cinco por cento do seu habitat histórico e estão contabilizados entre 120 a 160 indivíduos no sudoeste da Flórida.




Supermicroscópio permite observar vírus ao pormenor


Simulações da estrutura de um vírus, como esta do da gripe, podem dar lugar a imagens reais 

Um supermicroscópio, com uma resolução de 50 nanómetros promete revelar um mundo nunca antes revelado pela microscopia. A equipa britânica que o desenvolveu espera usá-lo para observar vírus ao pormenor.

Um nanómetro é um milionésimo de milímetro. A ordem de grandeza que esta equipa do Centro de Investigação de Processamento laser da Universidade de Manchester fala na Nature Communications é de conseguir uma definição de 50 nanómetros, capaz, dizem à BBC, de por a nu moléculas individuais ou vírus.

O novo dispositivo usa ondas sonoras evanescentes, só possíveis de detectar a grande proximidade do objecto, neste caso um nano objecto, e que normalmente não eram detectadas por outros métodos de observação. Este supermicroscópio encaminha essa informação depois para um outro microscópio que a transforma em luz visível e faz com que a vista humana consiga observar uma realidade que até aí lhe estava vedada.

Lin Li, coordenador da equipa, disse à BBC que o novo supermicroscópio será de interesse para o estudo das células, bactérias e vírus numa perspectiva de pormenor até aqui impossível de alcançar.

fonte: Público



Astronautas terminaram no espaço lista de tarefas para “ajeitar” ISS


A ISS está em construção a 350 quilómetros de altitude

Os astronautas Stephen Bowen e Alvin Drew terminaram ontem com sucesso a segunda saída espacial da missão do vaivém Discovery, demorando seis horas a “ajeitar” a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

Segundo a NASA (agência espacial norte-americana), esta foi a última saída espacial da missão do Discovery e a 244ª realizada por astronautas norte-americanos. Foi a sétima de Bowen – que totaliza agora 47 horas e 18 minutos de passeios espaciais – e a segunda de Drew, que totaliza doze horas e 48 minutos.

O par foi obrigado a adiar o início da saída devido a uma fuga no fato pressurizado de Bowen mas a restante tripulação conseguiu resolver o problema. Durante esta saída, que durou seis horas e 14 minutos, Bowen e Drew retiraram uma série de equipamentos do exterior do módulo europeu Columbus.

Os seis membros da tripulação do vaivém Discovery já cumpriram os principais objectivos dos 12 dias de voo, nomeadamente a instalação de uma plataforma de armazenamento na ISS e do módulo Leonardo.

Quando o Discovery regressar à Terra na próxima semana, mais precisamente ao centro espacial Kennedy, na Florida, o vaivém será preparado para a sua próxima missão: ser peça de museu no Smithsonian, em Washington. Ainda não se sabe para onde irão os outros vaivéns da frota da NASA – Endeavour e Atlantis - que farão os seus voos finais em Abril e Junho.

A ISS é um projecto de 16 nações e está a ser construída há 12 anos, a 350 quilómetros de altitude.

fonte: Público